Setembro é mês de transição cósmica. Para observadores na Bahia e Brasil, múltiplos eventos astronômicos marcam o calendário celeste de forma rara.
Equinócio de primavera
O principal marco astronômico do mês é o equinócio de 22 de setembro às 21h07 (Brasília). No Hemisfério Sul, marca o início oficial da primavera — noite e dia têm duração praticamente igual, e inclinação da Terra muda em relação ao Sol.
Para astrónomos amadores, equinócio é lembrança poética de que vivemos em planeta que orbita uma estrela, e essa órbita alterna períodos de luz e escuridão de forma precisa e mensurável.
Ocultação lunar de Júpiter
Em 8 de setembro, a Lua passará na frente de Júpiter — fenômeno chamado ocultação lunar. Pelo telescópio ou até a olho nu, observadores verão o planeta desaparecer atrás do disco lunar e reaparecer do outro lado. Não é eclipse (que é Luna entrando na sombra de outro corpo), mas interposição pura.
Sobrevoo terrestre da sonda Juice
Também em setembro, a sonda Jupiter Icy Moons Explorer (Juice) da Agência Espacial Europeia fará um sobrevoo da Terra para ajustar sua trajetória e ganhar as condições necessárias para seguir viagem até Júpiter. A manobra é parte de uma série de assistências gravitacionais que ajudam a espaçonave a chegar ao destino sem gastar tanto combustível. Nada visível a olho nu, mas marco de exploração humana do Sistema Solar.
Outras observações
Vênus próximo de Spica em 2 de setembro. Lua passando pelas Plêiades e próxima a Urano nos dias seguintes. Cada noite oferece sua observação.
Próximos passos
Para observadores: telescópios, binoculares ou mesmo olho nu — setembro oferece espetáculo celeste acessível e mensurável.

