A economia brasileira segue trajetória de moderação. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante os três primeiros meses do ano — número que, embora tenha superado levemente a mediana do mercado (0,4%), representou menos da metade do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.

Desempenho e Projeções

Instituições financeiras projetam crescimento entre 1,8% e 1,9% para 2026, enquanto a mediana do boletim Focus recuou a 1,92%. O Banco Central, por sua vez, projeta alta de 2,0%. Todas as projeções refletem economia que cresce, mas perde fôlego.

Essa perda de velocidade ocorre em contexto de tensão entre políticas fiscais expansionistas — gastos governamentais crescentes — e necessidade de controle inflacionário. A taxa Selic deverá fechar 2026 em 12,5%, mantendo juros reais elevados.

Exportações como motor

As exportações do Brasil aumentaram 15,6% em relação ao ano anterior, totalizando USD 26,31 bilhões em fevereiro 2026. A mineração disparou 55,5%, enquanto agricultura cresceu 6,1%. Essas altas compensam parcialmente a letargia do consumo interno.

Consumo pressionado

O consumo das famílias — principal motor histórico da economia — recuou 0,4% na comparação trimestral. Isso ocorre apesar do desemprego estar em mínimas históricas, sugerindo que mesmo com mais pessoas empregadas, elas gastam menos. Cenário que sinaliza cautela de renda ou realocação de recursos para poupança.

Próximos passos

Os próximos trimestres serão decisivos: se Selic alta não conseguir conter inflação, ou se consumo continuar contraindo, projeções para 2026 podem cair ainda mais.

Referências